quinta-feira, 26 de junho de 2014

SORRISO VERDE E AMARELO


Já vai adiantada a nossa copa e daqui a pouco (claro que ainda tem muita bola pra rolar) já vamos saber quem será o campeão do mundo dessa vez. Gosto de futebol e gosto mais ainda da seleção. A seleção é uma paixão a parte do futebol. Pouquíssimas instituições são tão representativas quanto uma seleção de futebol. A representatividade é tão forte que não a tratamos como seleção. A chamamos de Brasil.
Se ela vai bem dizemos:___O Brasil vai bem na copa. Se não: ___O Brasil muito ruim! Se aplaudimos ou vaiamos estamos nos referindo ao Brasil. A seleção não tem cor, mas carrega  as cores do Brasil, e isso é tão emblemático que mexe com a gente, mesmo que a gente não queira. Falava-se em protestos no sentido de parar a copa, mas quem consegue colocar o brasileiro nas ruas na hora do jogo do Brasil? O brasileiro quer estar no Estádio (embora esse privilégio seja para poucos), nas praças, nos botecos ou em casa com os amigos assistindo pela televisão e vibrando como se estivesse no Estádio.
A seleção não faz chover, mas decreta feriado como se fosse dia santo. Quem, além do futebol, seria capaz de fazer a Nação parar literalmente? Portanto, para ela (a seleção) tudo! Nossa torcida, nossos aplausos, nosso tempo, nossa atenção e, porque não dizer, nosso dinheiro. Ah! Ia me esquecendo. Para a Seleção Brasileira nosso sorriso verde e amarelo!
O sorriso com as cores combinadas é o sorriso da festa, da conquista, do orgulho de ser brasileiro e do êxtase da celebração futebolística, mesmo sabendo que, na prática, o verde está a cada dia mais cinzento e o amarelo menos brilhante.
Vai lá Brasil! Sorria teu sorriso verde e amarelo! Curta com orgulho as conquistas da seleção brasileira de futebol, porque daqui a pouco tudo vai virar história, e com taça ou sem taça a vida segue, e você Brasil, vai precisar de toda essa garra para decidir, não uma taça de copa do mundo, porque para isso temos os nossos heróis dentro de campo, mas o futuro da Pátria Amada.

Tomara que a copa das zebras e surpresas, seja um prenúncio de que as mudanças que tanto queremos virão ainda neste ano. Tomara que o sorriso verde e amarelo da copa seja o sorriso das urnas e, mais que isso, seja o sorriso de 2015, 2016,2017...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quem cassou Massouh?

O deputado Raad Massouh (PPL) foi cassado nesta quarta-feira (30/10), por 18 votos favoráveis. Massouh é acusado de desviar recursos públicos de uma emenda liberada por ele em 2010. O resultado da votação de 23 deputados na Câmara Legislativa saiu por volta de 19h30. Na votação, 18 deputados foram favoráveis a cassação de Raad, três votaram pela não cassação e outros dois se abstiveram. (http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2013/10/30/interna_cidadesdf,396288/deputado-raad-massouh-ppl-e-cassado-por-18-votos-na-camara-legislativa.shtml)

A notícia surpreende por uma razão muito simples. O voto foi secreto.
Quando muitos de nós pensávamos que a pizza estava no forno (fizemos até um bolão de mentirinha no trabalho) o resultado foi de queimar a língua. Mas, como na política vale o ditado popular (culpa deles) de que quando a esmola é grande o cego desconfia, a pergunta que não quer calar, embora seja feita de forma velada é: quem cassou o Massouh?Todo mundo sabe que os autores da façanha foram os deputados distritais. Maaaas... A gente tem motivos para crer que diante da urna os parlamentares não estavam sós.
Pra começo de conversa a mídia estava lá. Alguém contou 63 jornalistas, incluindo a chamada grande mídia, cobrindo o evento. Será que a presença dos jornalistas influenciou? A julgar pela recente absolvição (diante das lentes da grande mídia) do Donadon, acredito que os nobres pares do Raad não mudariam de opinião só por causa da mídia.
A amizade também estava lá. Ninguém vai à urna “detonar” um colega sem pesar a amizade e vale lembrar que os cassadores eram colegas do cassado. O Massouh não tinha amigos na casa? A gente tá careca de saber que um político rompe alianças, mas não rompe amizades. Basta ler os acontecimentos da política ou dar uma volta nos corredores do Congresso, para ver que os ex parlamentares, cassados ou não, mantém suas amizades no meio. Acho que não foi falta de amigos. Pode ficar tranquilo que, passado o vendaval, o Raad vai ficar bem.
Outro fator presente na urna que recebeu os votos contra Massouh é a opinião pública. Um político inteligente leva a sério a opinião pública, mas acho que a “vontade de trair” propiciada pelo voto secreto seria maior que a opinião pública porque quem está escudado pelo voto secreto não precisa se preocupar (muito) com ela.
Por fim só restou no meu pobre argumento uma companheira de boca de urna. A conveniência. Por mais pejorativo que isso possa parecer devo dizer que não estou emitindo juízo de valor aqui. Conveniência é interesse e, como em tudo na vida, ela tem seu lado bom. Existem maus e bons interesses. Quem sabe os deputados que cassaram o Massouh estão interessados em “limpar” a Câmara Legislativa! Bom demais pra ser verdade? Também acho.
Posso cair na vala comum e dizer que o julgamento foi político, mas isso não explica muita coisa. Posso cair na vala do estereótipo e dizer que políticos são assim mesmo, mas seria um tiro no pé, ao ofender não só aos políticos, mas também aos eleitores entre os quais me incluo.
Quem cassou Massouh?
Isso já está virando um clichê nos meus textos, mas não encontro outra saída a não ser esperar pelo tempo. O tempo dirá quem, de fato, tirou o Massouh da Câmara Legislativa de Brasília.

Agora é bola pra frente. Sai o Raad e entra (...)


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Peça quanto quiser. Coma quanto pedir


A frase não é minha. Eu era criança e meu pai me levou para visitar a empresa onde trabalhava. Na hora do almoço eu li essa frase no restaurante da fábrica e hoje ela me pareceu apropriada para o que vou dizer a seguir.
O mundo dedicou o dia 16 de Outubro para ser o dia mundial da alimentação. Não é feriado, não tem gente na rua fazendo manifestação e ninguém compôs uma música ou criou uma peça publicitária sobre o tema. Mas é pra comemorar que alguém tenha tido a ideia de criar o dia mundial da alimentação.
O que esperar numa data como esta? 
A primeira imagem que me veio à mente foi de uma mesa farta com frutas variadas, legumes, muita carne, sucos e massas, além das guloseimas que todo mundo aprecia de alguma forma, afinal, ninguém é de ferro. Pensei em grandes celeiros, dispensas lotadas e geladeiras cheias. Pensei em gente saudável, crianças “gordinhas” e muita festa. Sim! Muuuita festa! Afinal onde tem comida tem festa e, diga-se de passagem, que festa sem comida não é festa. Por isso, o dia mundial da alimentação tinha que ser o dia da comilança.
Mas logo essa imagem é esmaecida e substituída por outra que ninguém gostaria de ver. Ligo o computador e vejo estampada na tela a seguinte manchete “Mundo 'joga fora' mais de 1 bi de toneladas de comida por ano, diz ONU”. Caramba! (desculpe o palavreado) quanta comida jogada fora! Me diga que isso é coisa de mídia sensacionalista e que eu não estou vendo não o que eu estou vendo.
Mas quá... É tudo verdade e, pior, lá vem a mídia com sua mania de aumentar o tamanho das coisas para me perturbar. 
Tudo o que sai na mídia se torna grande. Grandes festas, grandes personagens, grandes tragédias, grandes fortunas e grandes crimes. A mídia não fala de coisa pequena. Se falasse, ela noticiaria o resto de comida no prato, ou a sobra do churrasco que vai pra lata do lixo porque ninguém quer comer carne requentada. Mas tudo bem. A gente sabe que essas coisas pequenas contribuem para essa coisa absurda estampada no título da matéria do G1. 
De quem é a culpa de haver tanta gente morrendo de fome no mundo? 
A resposta parece fácil: a culpa é dos políticos corruptos! Dos empresários avarentos que não ajudam ninguém! Do governo materialista que não resolve o problema do pobre! Enfim, há até quem diga que a culpa é de Deus: Como pode existir um Deus que é bom, mas fica assistindo a miséria no mundo sem fazer nada? E quem disse que Ele não está fazendo nada? Penso que mil bilhões de kg (é o que dá um bilhão de toneladas) de comida jogados no lixo todo ano, respondem essa pergunta.
Pense rápido!
843 milhões de pessoas passam fome no mundo. 
Maaas... As pessoas que tem a mesa farta, jogam no lixo 1 bilhão e 300 milhões de toneladas de comida todo ano. Quem é o culpado por tanta gente estar morrendo de fome? 
Acabei de apontar o dedo para mim mesmo, mas é claro que você não precisa fazer isso (se não quiser).
É pra lamentar que os verdadeiros culpados nem se deem conta do mal que estão fazendo quando jogam (sem o menor remorso) o pão nosso de cada dia no lixo, só porque não tem a cor ou o cheiro desejado, ou simplesmente por que o estômago está satisfeito.
Deus nos dá alimento para comer e distribuir, mas nunca para desperdiçar. Acho que se o eterno se sentasse à mesa comigo (e Ele se senta) repetiria uma frase que meus pais sempre me diziam quando eu era criança: “Só coloque no prato o tanto que você vai comer”. Assim, teríamos comida pra matar a fome do mundo e armazenar para possíveis tempos de crise por vir. De acordo com Robert van Otterdijk, especialista em agricultura da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, com apenas um quarto do que é desperdiçado é possível alimentar os mais de 800 milhões de famintos no mundo.
Cônscio de que as coisas não se resolvem num passe de mágica, e sem querer ser simplista demais, concluo dizendo que, o que me incomoda é estar tão perto e ao mesmo tempo me sentir tão longe de uma tragédia que assumiu proporções gigantescas, mas poderia ser evitada se eu não jogasse comida no lixo.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COMEMORAR OU LAMENTAR?



Raimundo Feitosa

O Folhetim (blog do Yahoo TV) publicou uma matéria assinada por Vanessa Paes Barreto, com informações sobre as próximas cenas da novela “Amor à Vida” exibida pela Rede Globo de televisão. O título chamou a minha atenção : Autor de “Amor” teme retaliação de evangélicos. Segundo a matéria, o tal “temor” deve-se ao fato de que o autor pretende "converter" a periguete Valdirene (personagem de Tatá Werneck) e, para isso, terá que apresentar dois missionários evangélicos que vão abrir uma igreja na região, na qual a personagem se converterá.
A matéria reproduz as palavras do autor: “Nesta cena eu não gostaria que fosse trocada nem uma palavra, não fosse criada nenhuma piada, nada. Estamos lidando com um tema sensível, que são os evangélicos. O texto foi pensado com todo o cuidado para evitar desgastes com a comunidade evangélica.”. (grifo meu)
Não sei se é para comemorar ou lamentar. Um personagem convertido ao evangelho numa novela brasileira seria algo positivo ou negativo? 
Oh dúvida cruel! 
A louvável preocupação de Walcyr Carrasco que, a bem da verdade, não parece condizer com o título da matéria, é para ser comemorada. Afinal, o respeito aos evangélicos é extremamente positivo.
Não me intriga que a TV que apresenta o Festival Promessa, que vende os CDs dos nossos irmãos, que monta um palco ecumênico em suas novelas, misturando os credos, e nos convida a fazer parte disso, esteja preocupada com a repercussão da cena. O que me intriga são algumas perguntas para as quais ainda busco resposta. Estamos sendo respeitados ou conquistados? Somos um povo diferente ou um público mais “exigente”? Estão respeitando nossa fé ou minando nossa consciência evangélica?
A verdade é que nós evangélicos, somos potenciais consumidores, inclusive da dramaturgia, porque, em nossa maioria, assistimos televisão, frequentamos cinema, navegamos na internet, e vamos às compras como qualquer pessoa. Por isso, eu acho normal quererem nos vender ideias, produtos e serviços e acho louvável a atitude inteligente de nos respeitarem, afinal, o cliente sempre tem razão.
Se há algum problema (e acredito que há) está do lado de cá. Se alguém precisa abrir os olhos somos nós, não por causa da Rede Globo ou qualquer outra emissora que venha nos oferecer seus produtos, mas porque temos, segundo a bíblia, a mente de Cristo, o que significa que o nosso senso crítico precisa seguir o padrão de Deus. Se o mundo nos trata como seus consumidores, não temos o que comemorar. Penso ser oportuno lembrar que grande parte dos talentos que o mundo tem ou pensa que tem, foram produzidos e lapidados dentro das nossas igrejas. Isso é para se lamentar.

Posso até mudar de ideia no dia em que eu vir alguém que, de fato, se converter a Cristo, continuar em evidência na mídia com o mesmo sucesso, mas com outro conteúdo. Sei que não sou dono da verdade, apenas resolvi fazer um comentário sobre a matéria, mas o tempo, senhor da razão, trará respostas e revelará a verdade. Resta-nos agradecer a gentileza do Walcyr, aplaudir a perspicácia da Globo e vigiar a nossa mente para que tudo em nós, incluindo o que vemos, ouvimos, pensamos, falamos e fazemos seja para a Glória de Deus.

sábado, 14 de setembro de 2013

CULPADO OU INOCENTE?

Estou muito triste. A minha tristeza tem a ver com uma pergunta: Culpado ou inocente? Essa é a pergunta que todos nós fazemos, diante da notícia da condenação, (em primeira instancia), do pastor Marcos Pereira a 15 anos de prisão sob acusação de estupro.
Há, no Rio de Janeiro, uma Igreja em choque, uma família em sofrimento e muita gente ao redor sem entender nada. Acontece que não é apenas uma igreja local e sim a igreja brasileira que está em choque. Ainda me lembro das imagens e do áudio dos cultos, das cruzadas evangelísticas e das visitas aos presídios, realizados pelo pastor Marcos Pereira e sua equipe.
Sou evangélico, e quando ouço alguém falar sobre o assunto, tenho a impressão de que as pessoas querem uma resposta e imaginam que nós evangélicos a temos, mas o nosso silêncio tem sido uma resposta que incomoda. Por que ficarmos calados se o referido pastor foi, ou é, uma figura importante na Igreja brasileira? Ele pregou nos nossos púlpitos e foi visto por toda a nação como homem de Deus.
Felizmente temos a nosso favor o tempo, porque o mesmo tempo que revela o joio, valoriza o trigo. Se os pastores da mídia não falarem, e se o próprio Deus se calar sobre o assunto, o Eterno usará o tempo e ele nos dirá se esse caso se aplica a Mateus 13.30 ou a Mateus 5.11. Enquanto o tempo passa, fazendo lentamente seu primoroso trabalho de revelar a verdade, eu oro pela ADUD, por Marcos Pereira e por sua família. Nada a declarar. É hora de esperar em oração.

Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. 

Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

sábado, 4 de maio de 2013

VIIIIIIVAAAA!!!!!!!






E o mandato vai para...

Autorização que alguém confere a outrem para praticar em seu nome certos atos; procuração, delegação. Essa é a definição para a palavra mais comentada ultimamente no meio político. MANDATO.
A pergunta que não quer calar é: De quem é ele? Uns dizem que ele pertence ao político e outros que é do partido. Porém, como sempre, o povo não é consultado para dar sua opinião sobre quem deve ficar com o mandato.
A verdade é que a confusão já vem de longe. Nunca na história desse País se ouviu falar tanto do Partido dos Trabalhadores (PT), como no primeiro mandato de Lula. Mas, depois da poeira debaixo tapete, que de tanto molhar, (com lágrimas de crocodilo), alguns dirceus, lulas e Cia, transformaram em lamaçal, os marketeiros trataram rapidamente de desvincular a imagem do governo da imagem do partido.
Agora, defende-se com unhas e dentes a fidelidade partidária argumentando-se que o mandato não é do político e sim do partido.
Não me lembro de ter votado especificamente em uma sigla partidária ou ter digitado apenas o número do partido na urna eletrônica. A bem da verdade, a esmagadora maioria dos eleitores brasileiros nem sabe o que aconteceria se digitassem o número 13 ou 45 ou qualquer outro número de um partido e confirmassem o voto. Para quem iria esse voto? Estaria eu elegendo um desconhecido total para ser meu representante?
Parece mais prudente, para alguns, não falar sobre isso. Afinal, quem quer saber? O que os olhos não vêem o coração não sente e se os ouvidos não ouvirem quem vai pensar sobre o assunto? Mas os nossos olhos viram e os nossos ouvidos ouviram (e ainda me lembro) o presidente Lula dizer que não é do PT e sim do Brasil. Durma-se com um barulho desses!
O certo é que nós votamos no candidato e não no partido, mas, uma vez eleito ele tem o dever de defender a bandeira do seu partido em detrimento da vontade de seus eleitores. Se o partido defende uma idéia, lá está o meu candidato, para me matar de raiva com um megafone maior que ele dando o suor pela causa que eu abomino ou, simplesmente não quero defender.
De quem devo cobrar? Do partido? Do meu candidato? Perguntas difíceis exigem respostas difíceis. Por que será que não trocam em miúdos essa história?
Penso que ao usar a palavra fidelidade antes da palavra “partidária”, eles acabam conseguindo o que querem, a simpatia do povo. Não resta dúvida de que fidelidade é uma coisa boa, mas depende a quem ela é devotada. Imagine que Bin Laden tem seus fiéis e que é através deles que detona tudo. É claro que George Walker Bush também tem os seus.
Essa palavra coberta de certa religiosidade soa como algo sagrado que pode “resgatar” alguns perdidos do meio político.
Me assusta o marketing feito em cima dessa idéia e o tratamento político dispensado a esse tema. Posso estar exagerando, mas entendo que a solução não está na fidelidade partidária e sim na fidelidade ao eleitor. Não importa o que pensa o partido se esse pensamento não beneficia aqueles a quem ele representa. O político deve estar onde o povo está, e, mais que isso, deve ser parte desse povo.
Tô pouco me lixando para a sigla de um partido ou o boton de um parlamentar. O que me interessa é a folha de trabalho que ele, como funcionário do povo, deve apresentar.
Enquanto os nossos políticos forem apenas profissionais da política, representantes de interesses partidários e tiverem direito a imunidade parlamentar vamos assistir “golfando” no sofá, o corporativismo sujo que defende os ladrões e os laranjas (eu disse ladrões e laranjas e não ladrões de laranjas) do poder.
Enquanto política significar grana e poder e o povo for a massa de manobra desse poder, não adianta defender a fidelidade partidária. Ela será mais um tapete vermelho para esconder as sujeiras do palácio.
Viva a democracia! Viva a pluralidade partidária! Viva a liberdade de expressão! Viva o pula-pula de galho-em-galho!
Continuo sonhando com um Brasil melhor onde a pluralidade e diversidade sejam ingredientes de uma nação com um objetivo. Quem tem objetivo definido tem futuro garantido. Quem sabe aonde quer chegar já tem com que se preocupar – certamente algo muito mais valioso que a fidelidade a um partido político.
Caro leitor. Permita-me terminar este artigo sonhando. Sonhando com o dia em que teremos motivos verdadeiros para dizer em alto e bom som, no meio de uma frenética comemoração.
Viva o Brasil! Viva os brasileiros! Viva! Viva! Viva!

CINCO VEZES NÃO



 No último dia 31 fui à urna, como cidadão brasileiro, com a missão de votar para presidente do Brasil e para governador do DF. Meu voto é secreto, como o voto de qualquer eleitor, mas vou declinar minha decisão publicamente apenas para responder aos amigos que não entenderam o porquê de eu ter votado 20 para governador do DF.
Pensei em fazer um texto corrido, mas percebi que ficaria entre um desabafo e um discurso intelectual. Como nenhuma dessas alternativas combina comigo, tentei escrever em versos para dar minha explicação de forma descontraída e popular. O que segue, acompanhada de um pedido de desculpa pela má qualidade literária dos versos, é minha tentativa de descrever a minha decisão política.

No dia 31 de outubro me deram a dura missão de escolher um governador quase sem opção.
Considerando que Brasília vive um momento esquisito,
Decidi fazer desse pleito uma espécie de plebiscito.
Tentando ser coerente com minha convicção,
Não escolhi candidato, VOTEI CINCO VEZES NÃO.

O primeiro não que eu dei nem é verde nem amarelo,
Eu escolhi o azul, porque NÃO acredito em Agnelo.
Não falo de sua pessoa, nem de sua reputação,
Me refiro ao traquejo necessário a qualquer um cidadão,
Que se apresente para governar a capital de nossa Nação.

O não que vem em segundo é patriota, decidido e coerente.
NÃO voto em branco nem nulo, por ser cidadão consciente.
Se fizesse isso estou certo de que não ficaria contente,
Pois cairia na vala comum dos omissos e inconseqüentes.
Sou cidadão brasileiro e isso não é coisa pra gente.

O não que se segue é protesto contra a justiça suprema,
Que enrolou o tempo sem resolver o problema.
NÃO creio que a justiça eleitoral se fez em nosso distrito.
A atitude final tem resultado no mínimo esquisito.
Limpar a ficha do Benício e barrar a candidatura do Roriz soa como injustiça, ou foi decisão infeliz.

O não que vem em quarto é tangente, pelo menos é o que penso,
Pois busquei a única opção e tentei encontrar o bom senso.
Wesliam não é a melhor, disso a gente já sabia.
Caiu de pára-quedas no meio dessa “guerra fria”,
Parecia não ter noção da encrenca em que se metia.

Dona Wesliam não pode ser a única responsável,
Por toda a baixaria dessa campanha deplorável
De gente querendo defender o que era indefensável.
NÃO tive outra opção que fosse a terceira via,
Deixei pra lá o barbudo e dei meu voto pra titia.

O último não que escolhi é omisso, assumo sem nenhum pudor.
Pra mim, briga de cachorro grande não é coisa pra eleitor.
Eu não podia ficar no meio do fogo cruzado
Brigando ou perdendo amigos torcendo por um dos lados.
Nem o meu voto sozinho ia mudar o resultado,

NÃO estava em minhas mãos o voto decisivo,
O final já estava escrito por uma série de motivos.
Isso me deixou mais tranqüilo pra votar despreocupado,
Embora se fosse o contrário eu não mudaria de lado.
Mas confesso que domingo à noite me senti aliviado.

O resultado desse pleito não me deixou tão feliz,
Perdi o meu voto no Serra e na dona Wesliam Roriz.
Mas felizmente não fui omisso e disso posso me orgulhar
Porque como bom cidadão, cumpri meu dever de votar,
E o resultado da eleição eu devo e quero respeitar.

Não votei pra defender meu emprego, nem pensando só no meu futuro.
Votei para o bem do País, votei consciente e seguro.
Mesmo não sendo o que eu quis quem me garante que eu estava certo?
Agora vou abrir os olhos e seguir o governo de perto.
Pois o povo que quiser prosperar tem que ter olhos abertos

Como cidadão vou fazer minha parte,
Para que o Brasil seja próspero e feliz.
Quero ser parte da história que nosso povo sempre quis.
E como cristão convicto e consciente,
Vou abençoar nossa gente e orar pelo meu País.